Seja Seu Prórpio Guia!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ingleses desenvolvem casa feita de maconha


Como criar uma casa que não tenha nada de carbono, suporte furacões e oscilações intensas de temperatura e ainda crie um bom buzz no mundo? Usando maconha. 
Bem, fibra de maconha e palha, na verdade. Esse é o projeto BaleHaus que foi feito por arquitetos da Universidade de Bath, na Inglaterra, em conjunto com o escritório de arquitetura Modcell.
Os pesquisadores afirmam que a mistura desses dois elementos “estranhos” é forte o bastante para resistir a furacões e versátil para as oscilações de temperatura. Foram seis meses de pesquisa até a casa modelo ser construída.
Só esperamos que a casa não pegue fogo…

"PSB - PERMACULTURA SOCIAL BRASILEIRA"

"A Revolução Silenciosa, Social & Econômica"

Estudo mostra que ioga reduz arritmia cardíaca

Também diminui a depressão e a ansiedade e aumenta o bem-estar mental

Ioga: eficácia comprovada na redução da arritmia cardíaca, pressão alta, e dos níveis de colesterol 
Ioga: eficácia comprovada na redução da arritmia cardíaca, pressão alta, e dos níveis de colesterol (Jack Hollingsworth/Thinkstock)
Pesquisas anteriores já haviam provado que a ioga reduz a pressão arterial alta e também os níveis de colesterol
A ioga pode ser uma ótima maneira de se manter saudável. Pesquisas anteriores já haviam provado que ela reduz a pressão arterial alta e também os níveis de colesterol. Agora, um estudo apresentado uma conferência de cardiologia em Nova Orleans, nos Estados Unidos, afirma que a prática regular da ioga pode reduzir pela metade a incidência de arritmia cardíaca, além de reduzir a depressão e a ansiedade, ao mesmo tempo em que aumenta o bem-estar social e mental.
"Ao que parece, a ioga tem um efeito significativo em ajudar a regular o ritmo cardíaco dos pacientes e melhorar a qualidade de vida em geral", disse o coordenador do estudo, Dhanunjaya Lakkireddy, professor associado de Medicina da Universidade de Kansas.
O estudo acompanhou 49 pacientes que sofrem de fibrilação atrial, uma alteração do ritmo cardíaco que acontece quando os sinais elétricos naturais do coração disparam de maneira desorganizada.
Durante os três primeiros meses do estudo, os pacientes seguiram suas rotinas de exercícios habituais. Nos três meses seguintes, os pacientes fizeram três sessões de ioga por semana com um instrutor certificado. Além disso, foram estimulados a praticá-la em casa com a ajuda de um DVD instrutivo.
O estudo apontou que a ioga reduziu a arritmia cardíaca a quase metade. Também reduziu os índices de depressão e ansiedade, além de ter melhorado a função física, a saúde geral, a vitalidade, o funcionamento social e a saúde mental.
(Com AFP)

Reportagem tirada do site da revista VEJA.

Benefícios do Yoga - Mormaii

Você sabia que a yoga, além de ser ótima para a saúde e a mente, ajuda a melhorar a performace dentro d’água. Vários surfistas, homens e mulheres, já descobriram os benefícios desta prática milenar. Gabriela Leite, Heitor Alves, Everaldo Pato Teixeira e Guilly Brandão, são alguns dos adeptos. Quer saber por quê?

Os exercícios respiratórios, chamados pranayamas, auxiliam na capacidade pulmonar, na regularização do metabolismo e na distribuição da força vital pelo corpo. Os ásanas são posturas que estimulam a elasticidade, a força, e o equilíbrio. A meditação aumenta o poder de concentração, alivia o stress e traz a percepção da sintonia da natureza. Então, não estranhe se você ver surfistas renomados executando movimentos de yoga, na areia, antes de entrar na água. Isso é bastante comum.

No caso das mulheres, os benefícios são ainda mais evidentes. A consciência corporal auxilia no controle dos desconfortos da TPM e do período menstrual – dois probleminhas que só o mundo feminino entende. Então, sendo surfista ou não, o certo é que os benefícios da yoga valem por si só. Não é à toa que cada vez mais pessoas estão aderindo. Pense nisso. 
Fotos: Divulgação/Mormaii

Você sabia que a yoga, além de ser ótima para a saúde e a mente, ajuda a melhorar a performace dentro d’água. Vários surfistas, homens e mulheres, já descobriram os benefícios desta prática milenar. Gabriela Leite, Heitor Alves, Everaldo Pato Teixeira e Guilly Brandão, são alguns dos adeptos. Quer saber por quê?

Os exercícios respiratórios, chamados pranayamas, auxiliam na capacidade pulmonar, na regularização do metabolismo e na distribuição da força vital pelo corpo. Os ásanas são posturas que estimulam a elasticidade, a força, e o equilíbrio. A meditação aumenta o poder de concentração, alivia o stress e traz a percepção da sintonia da natureza. Então, não estranhe se você ver surfistas renomados executando movimentos de yoga, na areia, antes de entrar na água. Isso é bastante comum.

No caso das mulheres, os benefícios são ainda mais evidentes. A consciência corporal auxilia no controle dos desconfortos da TPM e do período menstrual – dois probleminhas que só o mundo feminino entende. Então, sendo surfista ou não, o certo é que os benefícios da yoga valem por si só. Não é à toa que cada vez mais pessoas estão aderindo. Pense nisso.

A Guerra da Mercearia


Parodia que pode até ser usada de forma didática.

Som do corção!

  • Qual é tua Paixão ?
    Bota atenção nela ... Ela é que faz elevar teus níveis de Vibração !

Om Shanti

Om Mokshaya Namah

Que a Liberdade seja Saudada

RENOVAR, TRANSFORMAR, REINVENTAR!



Gerenciar o presnete – Vishnu “Tudo o que nasce será preservado.”
Esquecer seectivamente o passado – Shiva “Tudo o que é preservado será selectivamente destruído.”
Criar o futuro – Brahma “Tudo o que é destruído será recriado.”

· Meditação grupal - KRYON e a importância dos cìrculos de luz no momento planetário


      

A velha Existe um incrível poder na meditação em grupo! Não há engano: no passado, pedimos para meditarem principalmente
para a vossa própria pessoa e sozinhos; dissemos ser adequado pedirem para vós mesmos, através da
co-criação, quando estivessem sós. Mas agora é adequado juntarem-se para mudar este planeta. Apenas 12 pessoas
da vossa estirpe equivalem ao poder de um estádio de futebol cheio de Humanos de baixa energia é muito diferente da que têm agora. Por isso dizemos que este trabalho em grupo pode conseguir
uma forte mudança para o vosso planeta. Quando dizemos para se juntarem, isso significa que devem estar
juntos mentalmente, seja qual for a distância que vos separa (uma das regras da Lei Espiritual Universal).
Com isso podem conseguir uma diferença. Porque, quando estão ligados, concentrados da mesma maneira e no
mesmo assunto, nem fazem ideia de quanto poder de intenção transmitem. Mas, para alcançar isto, cada um deve
ter uma alta vibração.
Por isso é muito importante que elejam o grupo muito cuidadosamente. Conheçam realmente a vossa
intenção, porque essa é a principal qualidade. No momento de selecção dos indivíduos que vão integrar o grupo,
não julguem as suas vidas ou outros atributos quaisquer, apreciem somente as suas intenções. Esta é uma das seis
qualidades. Ela ganhará cada vez mais importância à medida que avançarmos, porque fará a diferença para o planeta.
Uma das coisas mais espectaculares desta sala e dos que estão a ler estas palavras, é o poder representado
dentro do ser humano. É por isso que Kryon vos trás a Comitiva. Esta sala pode conter o que vocês são, porque
estão rodeados pelo balanço enérgico dos vossos guias. Mas isso está oculto para vocês, sendo por isso que se
vêem a vós mesmos, somente como humanos caminhando na Terra em aprendizagem, enfrentando lições. Nós
vemo-vos de uma maneira muito diferente, sabem? É por isso que vos amamos ta nto. E é por isso que vocês me
conhecem e eu vos conheço. Porque vocês nem sempre estiveram aqui. A vossa divindade também é a minha.

Desiderata.

Que tenhamos paz.
Que sejamos felizes.
Que fiquemos sábios.
Que tenhamos saúde.
Que não nos falte arte.
Que não nos falte música.
Que descubramos os mistérios da vida.
Que a fidalguia dos santos nos livre da injustiça.
Que o sofrimento e a fome esqueçam da terra.
Que reine a paz entre os homens.
Que voltemos a ser inocentes.
Que cresçam asas em nós.
Que haja mokṣa para todos


“Yoga é 99% prática e 1% teoria” . Sri Pattabhi Jois



Um gato diz para o outro: -Tantos anos de Yoga e eles nem sequer conseguem lamber o próprio traseiro.

TRASFORMAR.AÇÃO

·         Há um tempo para estar à frente,
·         um tempo para estar atrás;
·         um tempo para estar em movimento,
·         um tempo para estar em repouso...
·         Tao Te Ching

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Todo o poder da ioga

 
A técnica ganha o respeito da medicina e é usada para ajudar no tratamento de câncer, obesidade, dor crônica e doenças cardíacas, respiratórias e psiquiátricas.
Cilene Pereira e Mônica Tarantino para a Revista IstoÉ - jun 2011

Nesta semana, o mundo acompanha, como de costume, as novidades divulgadas durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, conhecido como Asco, o maior e mais importante encontro mundial sobre câncer. Neste ano, entre os destaques mostrados no centro de convenções, em Chicago, um, especialmente, chama a atenção não só pela importância de seus resultados como também pelo simbolismo que carrega. Pesquisadores do MD Anderson Cancer Center – uma das principais instituições do planeta para o tratamento da doença – apresentarão um trabalho no qual relatam como a ioga ajuda a tratar o câncer.

No estudo, realizado com portadoras de tumor de mama submetidas a sessões de radioterapia, ficou comprovado que o método, além de reduzir os níveis de cortisol (hormônio liberado em situações de estresse), melhora o funcionamento do corpo em geral. Entre outros ganhos, as participantes demonstraram maior capacidade de execução de tarefas cotidianas, mas difíceis de ser efetuadas por causa da doença, como subir escadas ou dar uma volta no quarteirão. Também sentiram menos cansaço, dormiam melhor e ainda encontraram uma forma menos doída de lidar com seu drama particular. “Elas dão mais foco à espiritualidade, na conexão consigo mesmas e com as outras pessoas”, disse à ISTOÉ Lorenzo Cohen, diretor do Programa de Medicina Integrativa do MD Anderson e responsável pela pesquisa. “Dessa maneira, fica mais fácil perceber o que realmente precisam e como alcançar essa meta.”

A apresentação de uma pesquisa sobre ioga em um evento mundial no qual a tônica, historicamente, sempre foi a divulgação de novidades que giram em torno da medicina tradicional – novos remédios ou aparelhos, por exemplo – é emblemática. O fato é a evidência mais concreta de que a medicina ocidental está incluindo a ioga na sua lista de recursos contra as doenças. Criada há cerca de cinco mil anos no lugar onde hoje é a Índia, a ioga é uma filosofia de vida (leia mais no quadro à pág. 107). Seu princípio fundamental é o de facilitar a conexão do corpo com a mente, entendidos como uma coisa única, indissociável. Não é por outra razão que, em sânscrito, a língua usada em rituais do hinduísmo, a palavra ioga remete ao significado de atrelar. Para que isso seja possível, ela se apoia em recursos como a meditação, a respiração profunda e a execução dos ásanas, posturas corporais inspiradas em animais ou em outras referências da natureza.

Depois de desembarcar no Ocidente como mais uma excentricidade do Oriente, a prática hoje ganhou o respeito da ciência e recebeu o direito de entrar pela porta da frente em alguns dos mais renomados serviços de saúde do planeta. O método figura entre as terapias complementares disponíveis no MD Anderson, no Massachusetts General Hospital, em Boston, e no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, por exemplo.
Na Clínica Mayo, outro respeitado serviço de saúde, localizado também nos EUA, ela é ofertada a portadores de doenças diversas. O pneumologista Roberto Benzo, por exemplo, a aplica no tratamento de insuficiência cardíaca (o coração perde a capacidade de bombear o sangue para o corpo) e de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mal caracterizado pela destruição progressiva dos alvéolos pulmonares. “Os principais benefícios são a redução da dificuldade respiratória e a melhora do condicionamento físico”, explicou Benzo à ISTOÉ.

No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, um dos mais importantes da rede privada do País, prepara-se para oferecer a prática como mais uma opção de seu departamento de terapias complementares. No Hospital A. C. Camargo, também na capital paulista e especializado no atendimento a pacientes com câncer, aulas de ioga começaram a ser adotadas recentemente. “Elas ocorrem uma vez por semana”, informa a professora Aline Chrispan. “As participantes controlam melhor a ansiedade que aparece durante o tratamento.”

O mesmo movimento de incorporação da ioga pela medicina vem sendo registrado nos consultórios. “Indico para alguns pacientes, como os portadores de artrose”, diz o médico Mário Sérgio Rossi, coordenador do comitê de terapias complementares do Hospital Albert Einstein. “A prática ajuda na lubrificação das articulações, sem causar traumatismo”, diz. Doença inflamatória crônica, a artrose se caracteriza pela ocorrência de dor e deformações nas articulações. Por isso, além dos remédios específicos, é importante que os pacientes mantenham a funcionalidade das articulações por meio de exercícios corretos, que não agridam ainda mais essas estruturas. Por isso a ioga, com seus movimentos suaves e alongados, é uma boa opção.

Na clínica do dentista Fausto Ito, especialista em apneia do sono e ronco, do Rio de Janeiro, os pacientes são orientados a praticá-la, de preferência, em ambientes com pouca ou nenhuma iluminação. “A ausência da luz ajuda na produção da melatonina, um indutor natural do sono”, explica. “Os efeitos da ioga são potencializados e o resultado é a melhora na qualidade do sono.”

Uma pesquisa que acaba de ser publicada no Archives of Internal Medicine dá uma ideia da importância que a terapia vem ganhando. De acordo com o trabalho, 30% dos americanos fazem uso do método, assim como de outros do gênero, como acupuntura e meditação. E um em cada 30 pacientes recebeu a recomendação da prática de seus próprios médicos. “Há boas evidências da eficácia dessas técnicas, mas não esperávamos que o índice de aceitação pelos médicos fosse tão alto”, afirmou Aditi Nerurkar, da Harvard Medical School (EUA), autor do levantamento.

Ao mesmo tempo que sua indicação se consolida, proliferam pelos centros de pesquisas estudos para investigar o alcance de seus benefícios. Aqui no Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) atestaram o efeito do método contra a hipertensão após a realização de um trabalho que acompanhou executivos com o perfil clássico desses profissionais: estressados, ansiosos e com pressão fora de controle. “Após oito meses, houve mudanças no estilo de vida e resgate da saúde”, contou o médico Fernando Bignardi. “E deixaram de ser hipertensos.”

Nos EUA, na Boston University School of Medicine, verificou-se que a ioga apresenta resultados mais eficazes no controle de distúrbios de humor, depressão e ansiedade em comparação a outros exercícios, como a caminhada. “Em exames posteriores à realização dos exercícios, os participantes exibiam taxas mais elevadas do Gaba, uma substância cerebral cujo nível, se estiver baixo, está associado a desequilíbrios de ordem emocional”, disse à ISTOÉ Chris Streeter, professora de psiquiatria e coordenadora do trabalho.

Essa característica – a de ajudar a lidar com os sentimentos – também está fazendo da ioga uma aliada contra a obesidade. É verdade que a própria execução dos exercícios já auxilia na queima de calorias. No entanto, a ciência está constatando que o impacto é mais profundo. Um claro indicativo foi registrado em uma pesquisa da Fred Hutchinson Cancer Research Center (EUA). Os cientistas acompanharam as respostas de mulheres que estavam magras ou com sobrepeso. “Em dez anos, as praticantes ganharam menos peso do que aquelas que não faziam ioga”, explicou à ISTOÉ Alan Krystal, responsável pela pesquisa. “E isso ocorreu independentemente do nível de atividade física e dos padrões de alimentação de cada uma”, disse. Na avaliação do cientista, o que está por trás do resultado é a consciência, despertada pela ioga, do tamanho real do apetite. O método ajuda o indivíduo a perceber por que está comendo e a parar quando satisfeito.

De fato, quando usada em doenças permeadas por forte conteúdo emocional – caso da obesidade –, a ioga manifesta uma particular eficácia. Pacientes com fibromialgia, por exemplo, estão entre os mais beneficiados. A enfermidade manifesta-se pela ocorrência de dor crônica e generalizada pelo corpo. Com o passar do tempo, torna-se um inferno na vida do portador. Debilitado pela dor constante, aos poucos ele se isola, deprime-se.

Uma iniciativa da Oregon Health & Science University (EUA) revelou como o método pode ajudar. Foram recrutadas 53 mulheres com fibromialgia. As voluntárias foram avaliadas depois de ser submetidas a um programa de ioga desenhado para suas necessidades – contemplando mais fortemente aspectos como dor, fadiga, problemas com o sono e dificuldades emocionais acarretadas pela doença. Todos os pontos apresentaram melhora. Um deles chamou a atenção. “Elas ficaram mais dispostas para a vida, apesar do sofrimento”, disse James Carson, coordenador do trabalho. “E aprenderam a não dar tanto espaço a tendências ruins, como a de supervalorizar a dor.”

Na opinião de Marcos Rojo, professor e pesquisador da técnica na Universidade de São Paulo, uma das explicações para modificações como essa é justamente o estabelecimento da conexão mente-corpo perseguida pela ioga. “Ela trabalha mecanismos que têm alguma relação um com o outro. Por exemplo, se você passa por um período de muita ansiedade, pode ter alterações no sistema digestivo ou cardiorrespiratório”, diz. “Um dos objetivos da ioga é fazer o caminho inverso: trabalhar o corpo para interferir nas emoções”, afirma.

É sabido que a atuação também se dá no nível físico propriamente dito. Um exemplo é o que proporciona no caso da dor. “Quando a pessoa sente o sintoma, se contrai. Com a ioga, aprende a relaxar profundamente”, explica Luciana Brandão, do Estúdio Ioga na Cidade, de São Paulo, e pós-graduanda na Unifesp em terapias complementares. “O sangue circula mais, ajudando a reduzir a sensação”, complementa.

No caso das doenças respiratórias, o efeito produzido pelos exercícios de respiração aumenta a eficiência dos músculos que integram o sistema responsável pela oxigenação do organismo. Em uma análise realizada por médicos da Chicago Medical School (EUA), o benefício foi constatado após acompanhamento de 22 pacientes que fizeram aulas de uma hora, três vezes por semana, durante um mês e meio.

Há dois pontos ainda não completamente esclarecidos no que se refere ao uso terapêutico da ioga. O primeiro diz respeito ao formato das aulas. O segundo, à frequência com que devem ser feitas. Em relação ao tipo de aula, a tendência é criá-las para ser mais específicas. Na Escola Narayana, uma das mais tradicionais de São Paulo, os responsáveis recebem alunos interessados no auxílio que a ioga pode trazer para males distintos. “Desenvolvemos aulas de acordo com a questão de saúde de cada um”, afirma Luzia Rodrigues, coordenadora da escola. Quanto à frequência ideal, restam dúvidas. “Ninguém ainda sabe dizer ao certo”, disse à ISTOÉ Brent Bauer, da Clínica Mayo. O médico orienta seus pacientes a praticar pelo menos 30 minutos todos os dias.

Pressão sob controle
Foi um caso grave de aneurisma da aorta, há cinco anos, que fez o compositor e guitarrista Yvo Ursini, 33 anos, repensar sua vida e encontrar a ioga. Embora o problema de saúde lhe imponha algumas limitações – como não realizar exercícios que alterem o fluxo sanguíneo para a cabeça –, ele comemora os avanços. “Melhorei muito minha consciência corporal e minha pressão arterial está mais controlada.”

Postura contra a dor
Durante uma aula de ioga, é preciso capacidade de alongamento e força nos músculos de todo o corpo. Um dos resultados dessa combinação de esforços é o alívio da dor. “Tenho uma alteração na coluna lombar e a ioga me ajuda a aliviar a tensão que causa dor”, conta a administradora na área médica Carla Hellner, 42 anos.

Alívio depoisdo câncer
Após a retirada dos seios devido a um câncer, a auxiliar administrativa Adriana Ferreira Lima, 34 anos, encontrou na ioga uma forma de acelerar sua reabilitação. “Faço posturas mais lentas para recuperar a mobilidade do braço e da mão, prejudicados pela cirurgia”, fala. “Comecei há seis meses, mas já sinto que meus movimentos e minha respiração melhoraram.”

De aluno a professor
Primeiro ele se interessou como aluno. “Procurei a ioga em busca de mais sintonia entre corpo e mente”, conta o professor de educação física Isaías Lemos, 31 anos. Alguns anos depois, contente com os resultados, ele resolveu fazer um curso de especialização. “Acabei trocando a ginástica artística, modalidade da qual era treinador, pela ioga.” Hoje ele dá aula e é referência para os outros professores da modalidade, na academia Bio Ritmo, em São Paulo.
Uma aura de mistério envolve as origens da ioga. Acredita-se que a filosofia tenha surgido há cerca de cinco mil anos, no território onde atualmente se localiza a Índia. Para os hindus, os ensinamentos foram dados por Shiva – deus da transformação. Durante muitos séculos não houve registro escrito da técnica: os mestres passavam os conhecimentos aos seus discípulos por meio da tradição oral. O primeiro registro data de pouco mais de dois mil anos, com o livro que ficou conhecido como “Yoga Sutra”.

A produção científica em torno do tema é ainda mais recente. Começou na década de 1920, com a criação de um instituto governamental na Índia para pesquisar os efeitos da ioga sobre o corpo. “À época essa iniciativa não foi vista com muita felicidade pelos indianos, pois a eles a tradição bastava, não era necessária a preocupação científica”, diz Marcos Rojo, professor e pesquisador de ioga na Universidade de São Paulo.

Foi, todavia, a busca pelo cientificismo que impulsionou a vinda da prática para o Ocidente. Deste lado do mundo, a ioga ganhou também outros ares, com foco maior na parte física. “A visão original da ioga entende o corpo como um meio para se experimentar sensações importantes para a evolução espiritual”, fala Rojo. A filosofia inclui princípios, como o respeito à natureza, a não violência, o controle dos impulsos e dos sentidos e o desapego de pessoas e objetos. A preocupação com o alinhamento e o tônus muscular – questões relacionadas com a parte física – foram acrescentadas após a ocidentalização da prática.

domingo, 26 de junho de 2011

MUDE SUA ENERGIA!!!




Estratégias Mentais (o que você deve fazer de dentro para fora):
1. Pense sempre, de forma positiva. Toda a vez que um pensamento negativo vier à sua mente troque-o por outro. Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso da noite para o dia, assim como um atleta, treine muito. 
2. Não tenha medo de nada e nem de ninguém. O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores. Tenha fé em você mesmo. Sentir medo é acreditar que os outros são poderosos. Não dê poder ao próximo. 
3. Não se queixe. Quando você reclama, tal qual um imã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado começa a se materializar quando nos lamentamos. 
4. Risque a palavra "culpa" do seu dicionário. Não existe culpa, existe responsabilidade. 
5. Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral. 
6. Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure viver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez. 
7. Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso, no passado. Aproveite o aqui e o agora. Nada se repete tudo passa. Faça o seu dia valer ser vivido. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças. 

Estratégias Físicas (o que você deve fazer de fora para dentro): 
1. A água purifica. Sempre que puder vá à praia, rio ou cachoeira. Em casa, enquanto toma banho, embaixo do chuveiro, de olhos fechados, imagine que seu cansaço físico e mental e toda a carga negativa estão indo por água abaixo. 
2. Ande descalço quando puder, na terra de preferência. Em casa, massageie seus pés com um creme depois de um longo dia de trabalho. Ou escalde-os em água morna. Acrescente um pouco de sal grosso para se descarregar. 
3. Mantenha contato com a natureza, tenha em sua casa um vaso de plantas pelo menos. Cuide dele com carinho. O amor que dedicamos às plantas e animais acalma o ser humano e funciona como um relaxante natural. 
4. Ouça músicas que o façam cantar e dançar. Seja qual for o seu estilo preferido, a vibração de uma canção tem o poder de fazer nos sentirmos vivos, aflora a nossa emoção e abre o nosso canal com a alegria. 
5. Queime um incenso de vez em quando e purifique o seu ambiente. Prefira fazê-lo na sua casa e aproveite para meditar, respirar profunda e pausadamente, como se fosse uma ginástica mental. A mente também precisa de exercícios. 
6. Sinta o aroma das flores e dos perfumes sempre que tiver uma oportunidade. Muitas sensações de conforto se originam num simples ato de inspirarmos delicadamente fragrâncias sutis e agradáveis. 
7. Liberte-se! Sempre que puder livre-se da rotina e pegue a estrada, nem que seja por um único dia. Tem efeito revigorante para qualquer ser humano. Conheça novos lugares e novas pessoas periodicamente. Viva a vida! 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

lEIAM COM O CORAÇÃO!


PALAVRAS DOS SÁBIOS DA CIVILIZAÇÃO MAIA SOBRE 2012



Carlos Barrios é um ancião Maya e um Ajq'ij (sacerdote cerimonial e guia espiritual) do clã da Águia.  Carlos começou a investigar os calendários em circulação.  Junto com seu irmão, Gerardo, estudou com muitos professores e entrevistou perto de 600 anciões da tradição Maya.  Logo descobriu que existem várias interpretações conflitantes dos hieróglifos e petroglifos maias, assim como dos livros sagrados de 'Chilam Balam' e outros textos antigos.    
Carlos Barrios: "Os antropólogos visitam os templos, lêem as inscrições e inventam histórias sobre o povo Maya, mas não lêem os sinais de forma correta.  Apenas usam a imaginação.  Outros escrevem profecias em nome do povo Maya em que falam do fim do mundo em Dezembro de 2012.  Os anciões Maya estão muito zangados com estas afirmações.  O mundo não vai terminar, apenas passar por uma transformação.  Não estamos mais no mundo do quarto Sol, mas ainda não estamos também no mundo do quinto Sol. Este é um tempo de transição.  E em tempos de transição acontece uma convergência global significativa, de destruição ambiental, de caos social, de guerras e de mudanças no próprio planeta.
A humanidade vai continuar, apenas de forma diferente.  As estruturas materiais mudarão.  A partir destas mudanças teremos a oportunidade de ser mais humanos.  Vivemos agora a era mais importante dos calendários e profecias maias.  Todas as profecias e tradições do mundo convergem neste momento.  Não temos tempo para jogos.  O ideal espiritual desta era é a ação.
Carlos diz que apenas os Maias sabem como interpretar seus calendários de forma correta, até porque a tradição foi passada a eles.  A sofisticação e abrangência presentes na compreensão que os calendários Maias demonstram sobre o tempo, as estações e os ciclos está mais do que provada – são 17 calendários, entre eles o Tzolk'in or Cholq'ij, alguns dos quais mapeando o tempo de forma absolutamente precisa por  mais de 10 milhões de anos.
“Tudo está previsto pelos ciclos matemáticos dos calendários maias – vai mudar, tudo vai mudar.  Os guardiões maias vêem o dia 21 de Dezembro de 2012 como um renascimento – o começo do Mundo (Era) do Quinto Sol.  Será o começo de uma nova era que resulta do meridiano solar que atravessa o equador galáctico, e do alinhamento da Terra com o centro da galáxia”.
No nascer do dia de 21 de Dezembro de 2012, pela primeira vez em 26.000 anos, o Sol nasce na interseção da Via Láctea com o plano da elíptica.  Esta cruz cósmica é considerada a incorporação da Árvore Sagrada, a Árvore da Vida, uma árvore que está presente em todas as tradições espirituais.  Alguns observadores dizem que este alinhamento com o coração da galáxia, em 2012, abrirá um canal para que as energias cósmicas fluam para a Terra, limpando e elevando o nível de vibração de todos os seres que a habitam.  Carlos lembra-nos que “Este processo já começou.  A mudança apresenta-se de forma acelerada, e acelerará ainda mais. Se a humanidade conseguir chegar a esta data sem ter destruído muito de si mesma e do planeta, seremos conduzidos a um patamar mais elevado.  Mas para isso precisamos transformar energias extremamente poderosas que procuram bloquear o processo”.
A data especificada como o solstício de Inverno de 2012 não marca o final do mundo.    
Carlos diz: “ A economia atual é uma ficção.  Os primeiros cinco anos de transição, de Agosto de 1987 a Agosto de 1992 foram o começo da destruição do mundo material.
Avançamos 10 anos no processo de transição e muitos das chamadas fontes de estabilidade financeira está vazias.  Os bancos enfraqueceram e este é um momento delicado para eles.  Se não prestarmos atenção, eles podem quebrar globalmente”. 
Os pólos estão em movimento.  O nível do mar vai subir.  Ao mesmo tempo a terra que hoje está submersa, especialmente na região de Cuba, também irá se erguer.
Carlos contou uma história sobre as cerimônias de Ano Novo em Guatemala. Ele disse que um respeitável Ancião que vive o ano todo numa caverna das montanhas, viajou para Chichicastenango para levar uma mensagem simples e direta.  Ele conclamou os seres humanos a se unirem para a sustentação da vida e da luz.  “Neste exato momento cada pessoa e grupo está indo direções diferentes.  O ancião das montanhas disse que há esperança, desde que as pessoas da luz se unam.  Vivemos num mundo de polaridades – dia e noite, homem e mulher, positivo e negativo.  Luz e sombras precisam uma da outra para o equilíbrio.  Neste momento o lado escuro está mais forte e tem muita clareza do que deseja.  Eles têm perfeita visão de suas prioridades assim como da sua hierarquia, e trabalham de formas diversas para que não consigamos nos conectar com a espiral do Quinto Mundo em 2012.  No lado da luz cada um pensa que é mais importante que o outro, que a sua compreensão ou a compreensão do seu grupo é a mais verdadeira.  Há uma enorme variedade de orientações, opiniões, competição, e falta de foco”.
Carlos acredita que o lado da sombra busca o bloqueio através da negação e do materialismo, assim como a destruição daqueles que trabalham com a luz para elevar a Terra a outro nível.  Eles gostam da energia do velho e materialista mundo.  Não querem mudanças.  Não querem unificação, porque têm medo do próximo nível.
O poder negro do Quarto Mundo não pode ser destruído, por ser muito forte – essa é a estratégia errada.  A escuridão pode apenas ser transformada quando confrontada com a simplicidade e a abertura de coração. É isto que conduz à unificação, um conceito chave para o mundo do Quinto Sol.
Segundo Carlos, a era do Quinto Sol chamará a atenção para um elemento que não tem sido muito trabalhado.  Enquanto os elementos do ar, terra, água e fogo dominaram várias épocas no passado, o éter que representa a energia espiritual e é responsável pela propagação da radiação eletromagnética através do espaço, será o elemento do Quinto Sol.  No éter pode haver uma unificação das polaridades – não luz ou sombra, mas uma unidade ampliada.  Porém neste momento o reino das trevas não tem interesse nisto.  Precisamos trabalhar em conjunto pela paz, precisamos cuidar da Terra que nos dá abrigo e alimento.  Precisamos dedicar nossa mente e coração na busca da nossa unificação para confrontar o outro lado e preservar a vida.  Não temos mais tempo para jogos.   O nosso planeta pode ser renovado ou destruido.  Agora é a hora de acordar e agir.  Todos somos necessários.  Não estamos aqui por acaso.  Todos nós estamos aqui por um propósito.
“As mudanças profetizadas acontecerão, porém as nossas ações determinarão o rigor das mesmas.  Precisamos mudar.  Precisamos eleger pessoas que compreendem a necessidade de respeitar a Terra.  A meditação e a prática espiritual são boas, mas precisamos de ações – é de vital importância que fique claro quem somos e qual a nossa relação como a Terra.  Lembre-se de respeitar as diferenças, e buscar a unificação.  Preste atenção ao que come, aprenda a preservar o alimento e a conservar energia.  Aprenda técnicas de respiração.  Siga tradições de raízes sólidas.
Vivemos num mundo feito de energia – é importante que aprendamos a distinguir a energia das pessoas e das coisas, sejam pessoas, plantas, ou animais.  Isto torna-se mais importante com a chegada do Quinto Sol, pela sua conexão como éter, onde a energia vive.  Vão a lugares sagrados e orem pela paz com respeito pela Terra.  Precisamos reativar a energia destes locais.  Uma técnica simples mas eficaz consiste em acender celas brancas ou azul claro.  Fique em silencio por algum tempo.  Diga a sua intenção para a chama e envie a luz para os lideres que têm o poder de fazer  a guerra ou a paz.  A maior sabedoria está na simplicidade.  Amor, respeito, tolerância, compartilhamento, gratidão, perdão.  Não é nada elaborado, nem complexo.  O  conhecimento verdadeiro é livre.  Está codificado no seu DNA.  Tudo o que cada ser necessita está dentro de si.  Ache o seu coração e ele lhe mostrará o caminho”.

UBUNTU PARA VOCÊ!

UBUNTU
 
 A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
 Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro. 
 As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?" 
 Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...

UBUNTU PARA VOCÊ!

sábado, 28 de maio de 2011

MANTRA DO DIA:QUEM NUNCA ERROU QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA...


PRECE INDÍGENA

Diz uma prece indígena: "Deixem-me seguir as pegadas do meu inimigo por três semanas, carregar o mesmo fardo e passar pelas mesmas provações que ele, antes de dizer uma só palavra de desaprovação à sua conduta".

São palavras que encerram uma profunda sabedoria. Julgar o procedimento alheio, sem antes procurarmos entender os motivos que o levaram a agir assim, é o caminho mais fácil, porém é também o que mais nos leva a cometer injustiças.

Sempre esperamos que os outros entendam nossas motivações e quando não o fazem nos sentimos injustiçados.

Mas será que nós procuramos sempre entender as razões alheias? Será que, ao menos por um instante, seríamos capazes de tentar imaginar como agiríamos se estivéssemos no lugar da outra pessoa?

Poucos de nós ao menos tentam.

Mas, a maioria de nós não hesita em desaprovar tudo que esteja contrariando aquilo que considera "certo".

Experimente, ao menos uma vez, carregar o fardo do inimigo.

NAMASTÊ,

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Desapego a Vaidade.



Por Cacau Peres
Muitos praticantes ficam frustrados quando constatam que não conseguem executar todos os asanas do Yoga. E, mediante essa dificuldade, se “jogam” na prática, levando o corpo a movimentos extremos, na intenção de um dia “fecharem” determinado asana. Essa atitude merece reflexão, pois qual o objetivo final do Yoga? Por que, afinal, praticamos asanas? Seria a intenção final da prática somente colocar o pé na cabeça?
 
 
Asanas são muito mais que práticas físicas. As posturas finais não devem ser o objetivo final do praticante. Mais importante é estar presente; “atenção na ação”. Pedro Kupfer diz: “O propósito é descobrir a inteligência que está escondida no corpo, a consciência que está escondida no corpo; este é o ponto de partida para poder achar a verdadeira identidade.”
 
Miguel Homem, professor de Yoga, diz: “A prática de asana é uma oportunidade para exercitar a consciência de Sakshi (consciência testemunha). Sakshi assume a posição daquele que contempla, observa sem se identificar, sem se deixar levar. Observa a ação, a execução dos asanas, sem deixar que o fluxo do pensamento e das emoções sejam levados inconscientemente pelo decorrer da prática. Mantém-se lúcido, onisciente e onipresente do seu corpo, da sua energia, das suas emoções e pensamentos. Atento, sem julgar e sem criticar. Atento para conhecer, para ampliar a consciência de si mesmo. E é nesse ampliar diário de consciência que se conquista o samadhi”.
 
Resumindo: não force seu corpo para além do que ele permite dar a você. Faça do asana um meio para chegar à meditação, esqueça o ego gritando para que execute as posturas como seu colega no tapetinho ao lado. Lembre-se que seu corpo precisa de ahimsa (não violência). Não por acaso os yamas e niyamas (princípios éticos-morais com você, o outro e a natureza) aparecem no Ashtanga Yoga de Patañjali (obra básica do Yoga com cerca de 2.000 anos) mesmo antes dos asanas. Reflita. E se seu joelho não toca o chão quando tenta executar padmasana, por exemplo, respeite os limites de seu corpo. Use bloquinhos sob os joelhos e embarque na plenitude da execução do asana!
 
*Agradecimentos a Pedro Kupfer e Miguel Homem. www.yoga.pro.br.

Artigo extraído do site http://yogajournal.terra.com.br

Crianças, tentem isso em casa! ;)

YOGA PARA ACORDAR

A saudação ao sol vai lhe trazer equilíbrio e energia. Faça o movimento pela manhã e tenha um bom dia!

domingo, 22 de maio de 2011

Vamos limpar o Coração?

Exercício da COMPAIXÃO
Este exercício pode ser feito em qualquer lugar onde existem pessoas reunidas (aeroportos, shoppings, parques, praia, etc.)
Pode praticar com pessoas estranhas, discretamente, a certa distância. Execute os cinco passos com a mesma pessoa.
Deixe um tempo entre cada afirmação.
Perceba como se sente ao olhar para uma pessoa - que sentimentos, ou pensamentos, lhe ocorrem.  O que você faria se tivesse liberdade, neste momento, em relação a esta pessoa?  A abraçaria?  A empurraria?  Lhe seria totalmente indiferente?
Agora siga os passos abaixo.  A cada passo perceba se mudou a sua percepção.
Não se acanhe.  Escreva os passos e pratique - você também pode usar o exercício com pessoas da sua família, do seu emprego, ou das suas relações.

Passo 1: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: "Assim como eu, esta pessoa está buscando felicidade para sua vida."

Passo 2: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: "Assim como eu, esta pessoa está tentando evitar sofrimento em sua vida."

Passo 3: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: "Assim como eu, esta pessoa tem conhecido tristeza, solidão e desespero."

Passo 4: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: "Assim como eu, esta pessoa está buscando satisfazer suas necessidades."

Passo 5: Com a atenção voltada para a pessoa, repita para si mesmo: "Assim como eu, esta pessoa está aprendendo sobre a sua vida."
Autor: Harry Palmer

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Você já ouviu alguma vez falar de livre-arbítrio?


Livre-arbítrio quer dizer livre escolha, livre opção.

Em todas as situações da vida, sempre temos duas ou mais possibilidades para escolher.

E a cada momento a vida nos exige decisão. Sempre temos que optar entre uma ou outra atitude.

Desde que abrimos os olhos, pela manhã, estamos optando entre uma atitude ou outra.
Ao ouvir o despertador, podemos escolher entre abrir a boca para lamentar
por não ser nosso dia de folga ou para agradecer
a Deus por mais um dia de oportunidades, no corpo físico.

Ao encontrarmos o nosso familiar que acaba de se levantar, podemos resmungar qualquer coisa,
ficar calado, ou desejar, do fundo da alma, um bom dia.

Quando chegamos ao local de trabalho, podemos optar entre ficar de bem com todos
ou buscar o isolamento, ou, ainda, contaminar o ambiente com mau humor.

Conta um médico, que trata de pacientes com câncer, que as atitudes
das pessoas variam muito, mesmo em situações parecidas.

Diz ele que duas de suas pacientes, quase da mesma idade, tiveram que extirpar
um seio por causa da doença. Uma delas ficou feliz por continuar viva
e poder brincar com os netos, a outra optou por lamentar pelo seio que havia perdido,
embora também tivesse os netos para se distrair.

Quando alguém o ofende, você pode escolher por revidar, calar-se ou oferecer
o tratamento oposto. A decisão sempre é sua.

O que vale ressaltar é que todas as ações terão uma reação correspondente,
como conseqüência. E essa ação é de nossa total responsabilidade.

Jesus ensinou que a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Pois bem, nós estamos semeando e colhendo o tempo todo. Se semeamos sementes de flores,
colhemos flores; se plantamos espinheiros, colheremos espinhos. Não há outra saída.

Mas o que importa mesmo é saber que a opção é nossa. Somos livres para escolher,
antes de semear. Aí é que está a justiça divina.

Mesmo as semeaduras que demoram bastante tempo para germinar,
um dia terão seus frutos. São aqueles atos praticados no anonimato, na surdina,
que aparentemente ficam impunes. Um dia eles aparecerão e reclamarão colheita.

Igualmente, os atos de renúncia, de tolerância, de benevolência, que tantas vezes parecem
não dar resultados, um dia florescerão e darão bons frutos e perfume agradável.
É só deixar nas mãos do jardineiro divino, a quem chamamos de Criador.

A hora seguinte será o reflexo da hora atual.

O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.

É assim que vamos construindo a nossa felicidade ou a nossa desdita,
de acordo com a nossa livre escolha, com nosso livre-arbítrio.
(Autor Desconhecido)

Yoga: nem malhação nem religião‏

O ioga já foi moda entre místicos e malhadores. Agora, uma nova safra de livros conta como os ocidentais transformaram a prática indiana em ferramenta laica de bem-estar existencial
Marcela Buscato
Darayan Dornelles
Á VONTADE
A apresentadora Cynthia Howlett durante a prática de vinyasa ioga. Cynthia diz que a aula ajuda
a desligar da vida corrida
Quando a escritora americana Claire Dederer procurou aulas de ioga, diz ter escolhido uma escola decorada no estilo “não tenha medo, nós não somos um culto”. Pensou que talvez conseguisse o bumbum invejável de sua amiga Katrina, que também tinha aderido à prática. Riu da professora que disse se chamar Atosa, mas que tinha cara de Jennifer. Claire conta que encarava com ceticismo as pílulas de sabedoria oriental disparadas pelos professores entre um pranayama, exercício de respiração, e uma asana, nome dado às posturas de ioga. Criada por mãe e padrasto hippies, ela decidira que havia esgotado na infância sua cota de misticismo e práticas alternativas. Tudo o que queria era ficar flexível, magra e rija, sem as dores nas costas que a atormentavam. Mas o ioga deu a Claire mais do que ela procurava.
A mistura de técnicas de respiração e alongamento, criada há mais de 5 mil anos na Índia com o objetivo de preparar o corpo e a mente para atingir estados transcendentais, revelou sentimentos sufocados por Claire: a mágoa com o marido, que só se preocupava com as contas da casa, o incômodo com a proximidade da família e dos amigos, que exigiam que ela fosse a mãe perfeita, o ressentimento com a separação dos pais durante a infância. Melhor ainda, a prática rotineira das posturas e da respiração ajudou a escritora a superar esses problemas. É essa transformação por meio do ioga que Claire relata no livro recém-lançado nos Estados Unidos Poser: my life in twenty-three yoga poses (Minha vida em 23 posturas de ioga). Deverá chegar ao Brasil em maio, pela editora Sextante. Nele, Claire conta como cada exercício ajudou a decifrar um de seus sentimentos – sem que o ioga tenha proporcionado qualquer iluminação sobrenatural. “Como a prática exige concentração na respiração e nos movimentos, as pessoas aprendem a prestar atenção nelas mesmas”, diz Angela Alves, professora da escola Pratique Yoga, em São Paulo. Parece banal, tão corriqueiro quanto respirar, mas, na agitação do dia a dia, esse tipo de autopercepção passa ao largo.
Claire é apenas mais uma integrante da geração que resolveu estender o tapete de ioga (mat) ou se pendurar nas cordas para se conhecer. Para esses exploradores, pouco importa a modalidade de ioga: ashtanga (prima pela movimentação quase ininterrupta), iyengar (usa cordas e outros materiais para facilitar a execução dos exercícios), hatha (privilegia posturas), haja (enfatiza a meditação). Todas elas exigem mexer o corpo e exercitar a mente. E propiciam, com esse aprendizado, alguma forma de conforto e autoconhecimento. “Eu entro na aula Bin Laden e saio Dalai-Lama”, diz a enfermeira paulistana Ana Palmieri, de 46 anos, que pratica hatha ioga há quatro anos.

Felipe Redondo
NOVO OLHAR
A artista plástica Soraya Lucato executa postura de hatha ioga. Com as aulas, ela percebeu que tinha de parar de fumar e mudar de emprego
No século passado a prática de ioga oscilou entre dois extremos – o da alma, na forma de uma religião ou filosofia, e o do corpo, como um exercício físico puro e simples. Nas décadas de 1960 e 1970, marcadas pela cultura hippie, o pêndulo oscilou para o lado da alma. Ioga era coisa de bicho-grilo, de quem queria atingir outros níveis de consciência ou curtir uma viagem espiritual. O entusiasmo de ídolos como os Beatles ajudou a reforçar o aspecto transcendental, fiel às origens indianas. A banda britânica adotou como guru o indiano Maharishi Mahesh Yogi, visitou seu ashram (comunidade religiosa) na Índia para aprender meditação e usou mantras em suas canções. No final dos anos 90, foi a vez do pêndulo oscilar para o lado do corpo. A cantora Madonna estampou capas de revistas com formas enxutas, obtidas com uma modalidade de ioga que virou moda nas academias, a ashtanga. Os alunos queriam músculos bem torneados. E só.
Nos últimos dez anos, no embalo de estudos científicos que mostram os efeitos da ioga sobre o cérebro e o organismo, a prática se tornou menos do que uma filosofia e mais do que uma atividade física. Encontrou um novo centro entre Beatles e Madonna. “Hoje, os praticantes não estão em uma busca espiritual nem querem apenas um corpo perfeito”, diz Shakti Leal, coordenadora do Espaço Nirvana, estúdio de ioga no Rio de Janeiro. “Eles querem o bem-estar da mente.” O componente espiritual da ioga se transmutou no Ocidente em satisfação. “Com a separação entre ciência e religião em nossa sociedade, cuidar do corpo e da mente ganhou um significado semelhante ao de cuidar do espírito”, afirma o antropólogo Silas Guerriero, pesquisador de ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
A ciência começa a explicar por que praticantes de ioga narram sensações de conforto físico e mental. Os pesquisadores submeteram adeptos a exames que medem a atividade elétrica do cérebro e descobriram que a calma e a clareza de ideias relatadas pelos alunos se devem aos efeitos da ioga sobre a atividade dos neurônios. Ao centrar a atenção em nossa respiração e nos mantras, mandamos para o cérebro a mensagem de que ele pode desacelerar. Com isso, aumentam as ondas cerebrais do tipo alfa, associadas ao estado de atenção relaxada. É o suficiente para manter nosso raciocínio afiado, mas sem aumentar a ansiedade. Em novembro, cientistas americanos anunciaram a descoberta de mais um mecanismo de atuação da ioga sobre o bem-estar. A equipe do neurologista Chris Streeter, da Escola de Medicina da Universidade Boston, constatou que o cérebro de praticantes tinha quantidade maior de uma substância relacionada a baixos níveis de ansiedade. A divulgação desse tipo de estudo teve um papel importante para consolidar a ioga como algo mais do que uma crença ou um simples exercício. “As pesquisas s estão ajudando a desmistificar a ioga”, diz o psicofisiologista Marcello Árias Dias Danucalov, que estuda os efeitos da prática sobre o cérebro. “As pessoas entenderam que a ioga é autoconhecimento sem misticismo.”
Estudos científicos recentes mostram que a ioga ajuda a diminuir a ansiedade ao alterar a química do cérebro
Fã de corrida, natação e ciclismo, a apresentadora Cynthia Howlett, de 33 anos, deixa o tênis, a piscina e a bicicleta de lado para se alongar nas cordas ao menos duas vezes por semana. “A ioga é o momento que eu tenho para me acalmar”, diz. Praticante há dez anos, Cynthia havia dado um tempo nas aulas para se dedicar à dança e a outras atividades. Mas voltou há dois meses porque sentia falta da “onda” que a ioga proporciona. “Eu me desligo das preocupações da minha vida, que é muito corrida”, diz Cynthia, casada com o ator Eduardo Moscovis, mãe de Manuela, de 3 anos, apresentadora do canal GNT e estudante do 2o ano de nutrição, sua terceira faculdade (ela é formada em Direito e jornalismo).

Felipe Redondo
DESCOBERTA
A escritora americana Claire Dederer. Ela descobriu na aula de ioga seus conflitos pessoais
Essa nova geração de praticantes de ioga é formada por pessoas como Cynthia. São, sobretudo, mulheres, que se dividem entre casa, trabalho, marido e filhos. Elas encontram nas técnicas de respiração uma brecha para arejar as ideias. Nos exercícios de alongamento, uma oportunidade de expandir seus horizontes. Na estabilidade de uma postura, equilíbrio para viver. Muitas chegam aos estúdios de ioga à beira de um colapso emocional, pressionadas pelos múltiplos papéis que devem exercer. “Há uma pressão social para que a mulher se realize entre os 30 anos e 40 anos, como se seu prazo de validade estivesse para expirar”, diz o psiquiatra Alberto Goldin. “Sem ter como fugir do trabalho e da família, a mulher foge para dentro de si mesma.” Algumas com muito glamour.
A jornalista americana Elizabeth Gilbert decidiu que era hora de se conhecer depois de enfrentar o divórcio. Viajou por Itália e Indonésia, com direito a uma parada na Índia, para meditar em um ashram. A jornada de autoconhecimento rendeu o livro Comer, rezar, amar (Editora Objetiva), publicado em 2006. Campeão de vendas, virou no ano passado um filme de mesmo nome com a atriz Julia Roberts no papel de Liz. A britânica Lucy Edge escolheu o mesmo caminho da colega americana. Deixou uma carreira bem-sucedida em publicidade para se aventurar por ashrams. Suas descobertas na ioga já renderam dois livros: Yoga school dropout (algo como Fora da escola de ioga), publicado em 2004, e The handbag and wellies yoga club (Clube da ioga de maleta e galochas), lançado em 2009. A última a enveredar pelos mantras indianos foi a escritora Dani Shapiro. No ano passado, ela lançou no mercado americano o livro Devotion (Devoção) , em que conta como a ioga e outras filosofias ajudaram a dar sentido a seus momentos difíceis.
A artista plástica Soraya Lucato, de 41 anos, não precisou ir até a Índia para mudar sua vida. A transformação aconteceu gradualmente, ao longo de sete anos, em um estúdio de ioga, em São Paulo. Soraya, então gerente de projetos culturais em uma empresa multinacional, vivia estressada. Decidiu praticar ioga pela manhã para que a calma conseguida na aula durasse o dia todo. “Eu passei a me entender”, diz Soraya. “Percebi que precisava pensar mais em mim e menos nas situações que me estressavam.” Foi assim que parou de fumar. Há dois anos, ela praticava uma técnica de respiração, quando se deu conta de que fumava porque era o momento que tinha, no agito do cotidiano, para respirar. “Nunca mais coloquei um cigarro na boca depois daquele dia”, afirma.
No ano passado, inspirada pelas percepções obtidas na prática da ioga, ela tomou uma decisão mais radical. Pediu demissão do emprego e partiu para fazer um curso de especialização em artes na França. No próximo mês, Soraya vai inaugurar seu novo estúdio, onde ensinará adultos e crianças a lidar com estresse por meio da pintura. O insight não aconteceu durante uma postura específica, como a americana Claire relata em vários episódios de seu livro (leia o quadro abaixo). Soraya diz que a ioga mudou aos poucos sua forma de pensar: “Quando entoo mantras, é como se eu liberasse espaço no meu cérebro para entender o que quero de verdade na vida e o que está me incomodando”.
Mesmo os adeptos da ioga em sua forma tradicional – como Pedro Kupfer, um dos fundadores da Aliança do Yoga, organização que reúne instrutores da prática – reconhecem que a filosofia admite múltiplas interpretações. “Algumas formas de ioga pedem a mesma fé que a religião exige. Outras pedem que a pessoa compreenda quem ela é sem apelar a nenhum tipo de crença”, diz ele. “Essa flexibilidade torna a ioga muito versátil e atraente nos dias atuais, quando algumas das grandes religiões parecem ter perdido a força e as pessoas não se contentam nem se preenchem com o materialismo nem com o humanismo.” A jornalista americana Stefanie Syman, autora do livro Subtle body (algo como Corpo hábil), em que conta como a prática indiana foi adaptada ao pensamento ocidental, diz que a transformação da ioga em uma atividade inteiramente secular não é ruim. “O que importa é que as pessoas podem se beneficiar da ioga ao reduzirem seu nível de estresse.”



Talvez o segredo da ioga para conquistar praticantes de perfis tão diversos seja justamente sua característica multifacetada. “A ioga atinge diferentes níveis: corpo, mente e espírito”, diz Camila Ferreira-Vorkapic, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que estuda os efeitos psicológicos da prática. “Cada pessoa escolhe qual aspecto quer desenvolver.” Para a escritora americana Claire, é o mistério que encanta na ioga. “É algo que você faz com seu corpo, mas cujo efeito se propaga para todas as áreas da vida”, diz. “Aprendi lições incontestáveis sobre como viver.”


terça-feira, 17 de maio de 2011

MORTE DE BIN LADEN: UMA VISÃO ESPIRITA

Recebi este e-mail hoje e com certeza consegui achar um texto que conseguisse organizar meu pensamento e sentimento com relação a esta situação.





O MUNDO ESTÁ MELHOR SEM BIN LADEN?
por Wellington Balbo

"A morte de Osama Bin Laden é apenas uma pequena amostra da ilusão que o ódio pode ocasionar na criatura humana. Integrantes da família universal podem, quando revestidos de sentimentos menos felizes, considerarem-se ferrenhos inimigos, como no caso em questão. Lamentável, pois, as atitudes dos terroristas que se voltam contra os EUA, como também é lamentável a felicidade com ares de vitória da terra do Tio Sam pela morte de Bin Laden. Em ocasiões assim não há vencedores. Todos perdem.
Interessante que o desconhecimento das leis que regem a vida faz com que até mesmo figuras inteligentes percam-se em devaneios. Explico melhor:
André Trigueiro, jornalista da Globo News, no programa em que apresenta questionou renomado professor de História Contemporânea se o mundo ficaria melhor com a morte de Bin Laden. O acadêmico, impetuosamente respondeu: Obviamente que sim!
Certamente o professor desconhece que despojado do invólucro de carne Bin Laden não perdeu sua ira. Ele não sumiu, apenas está sem o corpo físico. Não vejo, então, qual a melhora efetiva do mundo sem a presença física do terrorista. O mundo estaria melhor se ele tivesse mudado suas disposições íntimas, regenerando-se. Sabemos que nada disso ocorreu, portanto...
Vale destacar também que o sentimento de pseudo-alegria de uma nação pela morte de alguém que os tem como inimigos somente acirra os ânimos exaltados de alguns fanáticos, fazendo a perpetuação do ódio e da vingança.
A morte do corpo não significa a morte do sentimento ou da individualidade. Continuamos existindo e atuando em consonância com nossos propósitos e objetivos. E as vibrações destemperadas de alguns encarnados atingem em cheio o objeto de suas doentias emanações mentais.
Portanto, fácil concluir que desprovido do corpo Bin Laden continuará atuando.
Por isso recomenda-se o perdão das ofensas, para que as contendas não se transformem em ardilosos e nefastos processos de obsessão que perduram por tempo indeterminado, até que as partes envolvidas disponham-se a aparar arestas. É fácil perdoar, simples, passe de mágica? Todos sabemos que não. O perdão é uma construção daquele que busca estar em paz consigo e sua consciência. Muitos dizem: Mas como perdoar? Como conceder o benefício do perdão a um terrorista ou a alguém que tirou a vida de uma pessoa que eu amo? Primeiro é preciso compreender que o perdão beneficia quem o concede, porquanto o livra das correntes do ódio e da vingança.
Aliás, a vingança é claro sinal de inferioridade. Conforme consta em O evangelho segundo na elucidativa mensagem de Júlio Olivier que transcrevemos parcialmente:
A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. E, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da era cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem.
Se buscamos seguir Jesus é inconcebível que vibremos com a desdita do outro. Se não é possível perdoar, ao menos não alimentemos a vingança. Se o perdão se faz impossível e nosso coração ainda não é brando o suficiente para concedê-lo, que ao menos não cogitemos de prejudicar quem quer que seja.
Por essas e outras é que discordamos com veemência do professor que concedeu entrevista ao André Trigueiro.
O mundo não está melhor nem pior sem a presença de Bin Laden.
O mundo só estará melhor quando aprendermos a perdoar e o mundo só será o ideal quando aprendermos, de fato, a amar. Assim, nada de perdão, porquanto não estaremos mais no primitivo estágio de causar dano ao outro.
Reflitamos com gravidade nesse momento e analisemos nossa postura como espiritualistas. O ódio não combina com aqueles que pretendem seguir Jesus.

Pensemos nisso."

Wellington Balbo (Bauru – SP)
Wellington Balbo é autor do livro "Lições da História Humana", síntese biográfica de vultos da História, à luz do pensamento espírita, palestrante e dirigente espírita no Centro Espírita Joana D´Arc, em Bauru.